1 de junho de 2009

Instante eterno.



Muito dificil acreditar como pode tanta vida esvair-se tão facilmente, como pode tanta luz apagar-se como se fosse apenas uma simples chama de vela.

Os instantes da vida, passam e não vemos, passam e as pessoas passam com eles, e o que fica ?

Apenas a certeza de que somos apenas lapsos.
Paz profunda! Nos encontraremos na eternidade!


18 de maio de 2009

Graal

Hoje estou sem cabeça para escrever, na verdade não é de hoje, faz alguns dias. Toda a minha criatividade para escrever e expor idéias exauriram-se ontém, no final senti que todas as palavras ditas, foram simplesmente atiradas ao vento, sem direção alguma. Esperando às vezes que alguma alma se compadeça da minha causa.

Sempre que acho que as coisas vão se encaminhar, que as coisas vão começar a andar tudo bem, acontece algo pra dizer tudo ao contrário.

Tempos atrás, eu tinha virado as costas para isso, não havia falado para ninguém, apenas para minha prórpria pessoa, mas então aconteceu ela na minha vida, e me fez voltar a olhar para isto novamente a partir de um ponto de vista diferente. Mas novamente minhas expectativas frustaram-se no ego, outra vez.

A cada dia que passa, sei menos se irei aguentar passar por situações assim novamente. O desgaste é muito grande, e parece que a cada frustração, a vontede de tentar outra vez vai diminuindo. Um monte de devaneios começam a tomar conta da minha cabeça quando tento procurar por uma resposta para tal, e ao invés de se tornar claro, tudo fica muito mais nebuloso.

Certa vez prometi que não falaria sobre esse tema, por não conhece-lo, me considero não mais conhecedor quanto um recém nascido. Tenho de admitir que o máximo que conheço é que se usa 4 letras para formar a palavra.

A cada dia que passa a busca por isto torna-se cada vez mais parecida com a eterna busca pelo Santo Graal. A cada dia torna-se uma lenda cada vez mais difícil de ser buscada.

6 de maio de 2009

Esse final de semana foi interessante, além de não ter dormido em casa nenhum dia, ele foi interessante por eu te-lo passado praticamente todos os momentos na companhia de pessoas que valem a pena esta junto delas. Na sexta tivemos o festival de Samhain, o ano novo pagão, tempo para deixar que levem todas aquelas coisas que não nos servem mais, que não terá propósito algum. Também é tempo de honrar nossos ancestrais, pois nessa data o véu que separa os dois mundos está mais fino. Enfim deixar o velho e começar o novo.

No sábado tivemos a virada cultural, fui só e encontrei meus amigos, por lá. Mas não fiquei muito tempo com eles fisicamente, pois logo fui me encontrar com a minha pequena. E logo depois encontramos alguns amigos dela, depois disso andamos e andamos, todo lugar que iamos estava cheio, muito cheio, ao menos nessa noite conheci todo o centro de São Paulo, muito bonito diga-se de passagem, após os amigos dela terem ido embora, fomos para a praça da república passar o restante da noite, e ali ficamos até o amanhecer, passando frio bem juntinhos. Depois que amanheceu fomos para perto palco, assistimos aos shows do Vanguart(indie caipira), gostei um pouco e o CPM22 que era o show que ela queria ver e que eu vi também. Depois desses shows ficamos conversando até a hora dela ir, confesso que essa foi a pior parte.

Nessa noite, acreditem, os meu amigos falaram que iriam perguntar isso e aquilo para ela a respeito da nossa "relação" e acabou que não perguntaram nada, mas por parte dos amigos dela rolou, diziam que eramos um casal "bonitinho", que pareciamos um para o outro, mal sabem a situação que estavamos dias atrás, perguntavam quando iriamos casar, tinha uma delas que achava absurdo nosso nível de intimidade um com o outro devido as nossas "opções". Mas o que mais me chamava a atenção é que em todas essas insinuações, ela não desconversou, ela não negou nem quis dizer o contrário em nenhuma vez, ta certo que alguns podem pensar que isso é cisma da minha cabeça, talvez eu até possa estar exagerando nesta minha observação, mas é que das vezes anteriores ela sempre tratava de dizer o contrário, que não era nada disso e etc. Dessa vez isso não ocorreu, e essas insinuações durante a noite foram constantes.

La pelo meio dia enquanto esperávamos o ônibus dela, ela me disse umas coisas que me deixaram muito feliz, como se a conversa que tivemos dias atrás nem tivesse acontecido. Lembramos do dia em que nos conhecemos e de como o destino, coisa que nem ela e nem eu acreditamos muito, influenciou no nosso encontro, pois nos conhecemos exatamente no ultimo dia que tinhamos para nos conhecer, ela que não estava em São Paulo, contou que onde ela estava, na Bahia, foi a maior pressão para que voltasse para São Paulo e fosse fazer a matrícula, que teve até festa, para comemorar a aprovação dela para a bolsa do governo. E brinquei com ela sobre essa nossa irresponsabilidade por deixar as coisas todas para a ultima hora e de como graças a ela, acabou ajudando nos encontrar. Rimos muito disso. Não vou dizer aqui hoje como foi que nos conhecemos, é assunto para um outro dia, mas também foi cômico. Logo o ônibus dela veio e não consegui esclarecer mais a conversa que estavamos tendo, se era verdade tudo aquilo disse nesse dia, estava tudo tão bom que esqueci. Foi uma noite maravilhosa, ela achou uma pena não termos curtido muito um junto do outro, já que os amigos dela estavam lá e que quando eles foram embora, já estavamos cansados, mas não tem problema, eu respondi ela que uma das coisas mais interessantes entre ela e eu é que sabemos curtir um ao outro independente do que aconteça, ela concordou. E foi partir desse comentário que um outro diálogo interessante começou.

Nesse dia, ela ainda disse que eu preciso ter paciência, que "coisas" ainda iriam acontecer, eu respondi que paciência é coisa que não falta em mim. Mas no fundo mais do que paciência, eu preciso ter é certeza, e não é da minha parte.

2 de maio de 2009

Existe diversas maneiras de se quebrar paradigmas na sociedade, triste achar que só existe uma ou duas maneiras, pior ainda é tentar fazer isso sem quebrar os próprios paradigmas.

30 de abril de 2009

"if you won't save me, please don't waste my time"


OASIS - Falling Down.

Summer sun, that blows my mind
Is falling down on all that I've ever known
Time will kiss the world goodbye
Falling down on all that I've ever known
Is all that I've ever known



A dying scream makes no sound
Calling out to all that I've ever known
Here am I, lost and found
Calling out to all.


We live a dying dream
If you know what I mean
And I that I've ever known
It's all that I've ever known


Catch the wheel that breaks the butterfly
A crying rain that fills the ocean wide
I tried to talk with God to no avail
Calling up in and out of nowhere
Said "if you won't save me, please don't waste my time"


Catch the wheel that breaks the butterfly
A crying rain that fills the ocean wide
I tried to talk with God to no avail
Calling up in and out of nowhere
Said "if you won't save me, please don't waste my time"


Summer sun, that blows my mind
Is falling down on all that I've ever known
Time will kiss the world goodbye
Falling down on all that I've ever known
Is all that I've ever known

28 de abril de 2009

Sono, muito sono, nunca senti tanta sono como tenho sentido ultimamente, está complicado, faço um tremendo esforço para ouvir os professores falar na sala de aula, mas quando me dou por conta estou com a cabeça apoiada na carteira. Pior que só conseguirei resolver isso sem alterar muito minha rotina apenas de uma maneira e terei de ter paciência até lá.

Pensando, acho que já fui uma pessoa mais paciente, hoje nem tanto, principalmente em coisas que exigem ação. Agora eu começo a me sentir incomodado quando algo não está indo do jeito que eu gostaria que fosse. Acho que já cheguei no ponto onde não é mais permitido ter dúvidas do que fazer, do que pensar, a pesar que "do pensar", estamos sempre mudando o que pensamos, mas antes a mudança do que a estagnação. Sempre pensei muito antes de fazer qualquer coisa, hoje já não mais, quer dizer, ainda pondero, mas não tanto quanto antes.

Enfim, hora de definição, vou começar a fazer a contagem regressiva para algumas coisas.

21 de abril de 2009

Falemos em primeira pessoa... Esse final de semana prolongado aconteceram coisas que fazia bastante tempo que não fazia, saímos no sábado, fomos à um sarau no domingo e ainda no domingo demos uma esticada até uma bar, que vejam só, era na avenida Paulista, na esquina oposta ao MASP. Comentei com meu amigo, o Alisson, quando as meninas que nos acompanhava, foram ao banheiro. "Percebeu Alisson, onde estamos ?" , ele não entendeu inicialmente "Olha onde estamos, me dei conta enquanto fui até o outro lado da avenida no banco, estamos em um bar na Avenida Paulista, que fica na esquina oposta ao MASP. Que coisa não ? Isso é sinal de que as coisas estão mudando. Acho que é o começo da materialização dos nossos planos."

Pois é, e realmente sinto isso, quando imaginava isso sozinho era nubuloso, parecia algo distante, mas ano passado apareceu Ana na minha vida, esse ano consigo um emprego em um lugar muito bom, bem próximo de onde estávamos no domingo, além desse fato ocorrido no domingo, tenho passado 80% do meu tempo em Sampa, nessa mesma noite, Thalita a amiga da Larissa ( que é a fada do Alisson), comentou sobre um apartamento na Rua Augusta, apartamento com quatro dormitórios, bem grandes pela descrição dela, afinal de contas, que apartamento se consegue colocar um colchão dentro do banheiro ? Poucos ! Foi o que eu também pensei. Quando ela me disse o preço, mil reais por mês, fiquei mais interessado ainda. Pela localização e o preço, achei um preço justo. Bom como só Alan e eu estamos trabalhando em Sampa, temos de esperar os outros conseguirem, para que iniciemos a "revolução".


Noite passada foi estranho, não sei dizer se foi bom ou ruim. Ana e eu tivemos uma conversa e ela deixou algumas coisas bem claras, não sei se foi algo que ela estava tentando me convencer ou se foi algo da qual ela estava tentando se convencer, não sei se meu sexto sentido funciona bem nessas horas, não sabia muito o que falar, nem o que pensar, na verdade, até agora examente neste instante ao som de Bauhaus - Bela Lugosi is dead, ainda estou pensando o que devo pensar de tudo isso. Muito estranho. O Fato é que ela fez o mesmo discurso de sempre, aliás sinto que já fazia algum tempo que ela queria tocar esse assunto comigo, mal digo alguma coisa, e ela já pensa ser algum tipo de indireta. Nos ultimos dias ocorreram muitas coisas que me levam a pensar que ela está me evitando, pois coloca obstáculo e defeito em um monte de coisa. Fico triste pelo fato de ela enxergar segundas inteções em quase tudo que faço, sinto isso. É de minha natureza ser uma pessoa prestativa, mas do jeito que tudo segue, me parece que ela está pesando minha pessoa tirando por base o que ela está acostumada a ver por ai nas outras pessoas. Se já não estivesse acostumado a esse tipo de coisa, se não entendesse que, infelizmente, comparações é algo comum para a "maioria", atitudes como essa poderiam me ofender, como já me ofendeu tempos atrás, muito antes de conhecê-la.


Curiosamente, mexendo em algumas coisas do meu tempo de estudante dedicado de Druidismo, encontrei algo sobre a comemoração de Beltane e de como este festival é associado a deusa, vejam só, Ana, pois é, imaginem minha cabeça, um detalhe curioso é que este festival é comemorado sobre o signo de Escorpião, signo desta que está presente na minha vida, associado ainda ao arcano 13 do Tarot, a Morte, símbolo de transformação. A Ana não sabe, mas talvez um dia ela saiba que ela foi responsável por algumas transformações na minha vida, e em partes ajudou indiretamente na minha alquimia interior.


Bom, esperemos os próximos dias, com certeza mais alguma coisa vai acontecer.

18 de abril de 2009

Quando despertou, olhou no relógio, eram 07:00 da manhã, não acreditou que tinha dormido tanto, na verdade não tinha dormido tanto, pois havia se deitado as 02:30, percebeu que havia acordado com o celular na mão, mas não se lembrava de ter acordado de madrugada para pega-lo, muito menos de ouvido o celular tocar. Resumindo, naquela hora era pra estar em seu posto de trabalho. Levantou correndo e foi se trocar.

O dia mal tinha começado para ele e já estava terminando, estava tão ansioso por este dia, e não acreditava no que estava acontecendo, para alguns, pode parecer nada de mais, mas para ele era horrível, naquele dia ele esperava encontrar com ela, algo que não estava totalmente garantido, mas que faltava muito pouco para acontecer.

Mais do que encontrar com ela, ele necessitava ver ela, além da saudade que apertava o coração, naquela noite se deitou tarde pois ficou tentando consolá-la, nunca havia odiado tanto a distância como odiou naquele dia, ouvir ela em prantos do outro lado do telefone, e não poder dar o ombro pra ela, foi umas das piores sensações que já sentiu na vida e da qual ele jamais irá querer sentir outra vez. Impotente e inútil era apenas umas das sensações. Ela amaldiçoava o mundo e tudo a volta, ele tentava acalmá-la com suas palavras, mas receava não ser o bastante, queria mais do que nunca abraçar aquele ser do outro lado da linha, mergulhar nas profundezas escuras da alma dela, onde ela estava naquele momento e traze-la de volta para a luz. Mostrar que ela não precisa ter medo, não precisava se sentir sozinha, pois como ele havia dito no começo de tudo, ele estaria sempre por perto, pronto para compartilhar os momentos bons e os momentos ruins também.

No fim ela pareceu mais calma, mas ele não estava calmo, estava extremamente preocupado, como nunca havia ficado antes, tentou dar inúmeros motivos para ela se levantar e lutar. Ela contou várias histórias, e ele compreendeu todas elas, afinal, ele já havia passado por coisas semelhantes, e o que guardou para si foi que sempre haverá momentos como este, onde o mundo todo parece virar as costas. É nessas horas que as pessoas realmente importantes aparecem, na maioria das vezes são poucas pessoas, mas o suficiente para fazer quer ficar sempre perto delas. Mas a principal acaba por sendo si próprios. As coisas só mudam com ação, baixar a cabeça não deixará que vemos o nascer do sol do outro dia, é preciso estar de cabeça erguida para ver o nascer de um novo sol.

Mas aquela notícia, não parava de pensar naquela notícia, é pertubadora. Ainda tem um mês para se confirmar, mas ele não vai esperar se confirmar, fará algo, agora é que vai ver do que realmente é capaz.

Nesse dia, chegou no trabalho atrasado e soube que teria de ficar no período da tarde, o fim do dia dele acabou de se concretizando, ligou imediatamente pra ela, quando ela atendeu, a vóz já era muito diferente da noite anterior, estava mais limpa, mais animada, diminuiu um pouco a preocupação, ela disse estar ocupada, para ligar depois, ele tentou e nada, e tentou outra vez e nada.

Bom não sabe como vai ser o resto do dia, mas passaria esperando ela entrar em contato, o mais breve possível. Não admitia, mas no fundo ele quer ser um dos motivos para ela não desistir de tudo tão fácil.

16 de abril de 2009

Cansaço, é o que vinha sentindo esses dias, não sabia porque sentia tanto isso, pelo tempo que estava nesse ritmo, acreditava que já era para o corpo ter acostumado. Mas, não podia ficar três minutos olhando para um ponto fixo que o corpo já queria se render. Houve um momento que quase apagou enquanto subia uma escada rolante, ficou assustado, era a segunda vez que isso acontecera. Começou a falar à si mesmo que precisava de umas noites de sono, urgente.


Mas este ainda não era o único limite que estava atingindo nesses dias, vem pensando nela constantemente, e no que fazer para resolver esta situação, queria entender por que há momentos em que ela lhe dá esperanças e tempos depois com uma simples frase ela vaporiza essas esperanças. No começo, ele achou que poderia lhe dar com isso normalmente, pensava que se não acontecesse nada, saberia lhe dar com isso, agora estava repensando, ela se mostrou ser uma pessoa bem além das expectativas, alguém ficar além das expectativas para uma pessoa que já não espera muito das outras pessoas, exceto os amigos, nos dias de hoje é algo bastante significativo. Desde que conhecera, sempre a observou, o modo como pensa, como vive, como se relaciona com as pessoas, como vê a vida e como vive a vida, tudo nela é diferente, em tudo que ela faz há uma curiosa mescla de modos, às vezes ela era moderna ao tempo que consegue ser, digamos, antiquada, não ao extremo, mas há uma pitada. No fundo talvez tenha sido isso o que mais atraiu a atenção dele. Não sabe explicar ao certo, sabe apenas que aquele ser entrou em sua vida de um modo tão peculiar, e ela por si só é tão peculiar que não pode deixar de se sentir atraído por tal pessoa. Estava encantado.

No passado, apanhou muito por concentrar sua mente tanto nas pessoas a ponto de esquecer a si próprio, mas isso é algo que a vida trata logo de corrigir, logo viu que não ganhava nada com isso, apenas perdia, as pessoas iam, e nunca se voltavam para trás, nunca se importavam com as pessoas que passam na vida dela. O que isso tem a ver com ele e ela hoje ? Bom, independente do que aconteça, ele sabe que toda a experiência será válida. Por enquanto tudo corre sem que tenha que deixar suas coisas de lado, isso era a melhor parte, ela entrou na vida dele e realmente acrescentou algo, era uma pessoa que ele não teve que abrir mão de nada, nem mudar nada para que houvesse espaço na vida dele. Sentia-se surpreso quando pensava sobre isso, é como se sempre houvesse aquele espaço sobrando, pronto para ser preenchido por ela. E isso independe de como tudo vai ser, se há possibilidade de ficarem juntos ou não, esse espaço foi preenchido.

Um dia seu amigo viu nas cartas que ela é uma pessoa confusa, e concordava com ele, não por ser uma pessoa totalmente difícil de se entender e de se dar, mas às vezes ela era uma pessoa extremamente decidida e outras uma pessoa que o amanhã tanto faz. Achava que era pela falta de confiança, até um dia ele pressiona-la, dizer que não há porque ter medo dele, ás vezes ela dava a entender que qualquer pedido vindo dele fosse como um pedido de casamento, evita alguns tipos de envolvimento ao máximo, simplesmente não queria participar do que ele realmente é, e há tanto para ela descobrir, no fundo ela acha que sabe tudo o que precisa saber dele, mas não sabia que ainda não tinha visto nada, se o achava especial até agora, o que ela poderá achar quando o descobrisse por inteiro. Não entendia, não sabia como dar mais confiança de que ele não iria abusar da liberdade ou livre arbítrio dela, e expunha isso à ela, mas parece não adiantar.

O certo é que está atingindo um ponto em que ela não poderá mante-lo mais na dúvida. Tudo o que ele não precisa agora é ter dúvida, e como já foi dito, seja lá o que for que aconteça o espaço dela já está guardado.

6 de abril de 2009

Sentia-se deprimido, quando lhe perguntavam o que era, mentia, dizia que estava apenas cansado, mas o olhos, os olhos nunca mentem, qualquer um que fosse perpicaz poderia sentir um pouco do que lhe ocupava a mente. Era um alguém, sim, era Ela.

Pensava nas conversas das noites anteriores, essas conversas estavam realmente tomando lhe o sono, a mente, a alma e o coração. Ainda não eram capaz de tirar-lhe toda a concentração, mas ocupavam boa parte de seu pensamento.

Dizia para si que não teria uma conversa com Ela por um tempo, mas no fundo ansiava por uma mensagem clamando-lhe, com aquela pitada de exagero como todas as outras vezes, para ligar, e ele ligaria, afinal, gostava de se embriagar daquela situação.

Têm se falado quase todas as noites, e em todas elas trocavam sonhos, trocavam confidências, trocavam palavras doces, faziam planos juntos. Mas Ela nunca lhe dava segurança, quando pensava que realmente poderia ocorrer algo, ela o devastava com aquelas palavras, todas as noites que conversavam ela lhe dizia aquilo. Ele nunca comentava, mas queria entender por que ela sempre lhe dizia aquilo.

Uma vez comentou à Ela que estava desanimando com este "sentimento", que não guardava mais tanta expectativa, ela lhe respondeu que este "sentimento" não tem culpa, que as pessoas são culpadas, ele concordou, ela lhe perguntou quem estava me desanimando, quem estava empedrando este coração. Ele ficou sem voz, ela insistiu, ele gaguejou, respirou fundo, e falou que ela sabia, ela é mulher, mulheres sentem cheiro disso a quilômetrôs, elas lêm isso nos olhos dos homens como se estivessem lendo o próprio horóscopo. Então ele ouviu as palavras de novo. Quis perguntar então o porque de tudo aquilo, de toda aquela conversa, de todas aquelas palavras se no final ela prefere deixar o ego dela vencer, ditar as coisas, pensava se era tanta vergonha assim admitir que coisas diferentes do que ela julgou por ser certo para o resto da vida, pudesse acontecer. Ele sempre via um algo de verdadeiro nos olhos e nas palavras dela, mas não entendia porque se contrariava. Admitia o que sentia por ela independente do que ela é e seria, Pensava então qual era a dificuldade dela de pelo menos tentar. Respirava fundo para não deixar a arrogância e a prepotência tomarem conta de si, afinal, nem todos podiam ser como ele.

Ele não quis responder nada, um breve silêncio tomou conta, então logo trocaram de assunto, mais uma noite iria se passar e não iria conseguir resolver essa situação. Talvez não haja nada para resolver mesmo. Começou a pensar seriamente que aquilo não iria dar em lugar nenhum, não estava dependendo mais dele.

5 de março de 2009

Era manhã, o celular tocava e como todas às manhãs não era ninguém chamando, era o despertador, levantou rapidamente para desligar o celular e aquele barulho ensurdecedor, antes que acordasse mais alguém.

Estava meio zonzo, pois estava sonhando, tentou se lembrar do sonho mas não conseguiu. Ficou um temnpo olhando o teto e se lembrou do dia. Este dia para muitos é um dia especial, para ele tudo indicava que seria um dia como qualquer outro, em casa, no trabalho e na faculdade. No fundo queria fazer dele especial, mas não sabia como, não veria os amigos, não veria sua Ela, queria muito vê-la, mas não iria, chegaria tarde em casa como sempre, então quando chegasse em casa naquele dia, seus familiares já estariam dormindo. Imaginava quantos além de seus familiares se lembrariam desse dia, achou estranho pois nunca havia pensado nesse tipo de coisa. Não importa muito, nunca tinha se prendido a isso, na seria a essa altura da vida que iria se prender. Quantas pessoas iriam lhe parabenizá-lo não interessava, pois ele sabe quem é quem das pessoas que são próximas a ele, sabia da importância de cada uma delas, independente de se lembrarem de uma data ou não.

Enfim, tudo ocorreu conforme esperado, pelo menos exteriomente. Interiormente uma tormenta passou por sua mente, havia tantas mudanças a serem feitas e nesse dia, matutou uma à uma. Sempre foi uma pessoa muito pensativa, sempre guardou em si o mais íntimo pensamento, dificilmente sabia o que se passava na cabeça dele. Não por falta de confiança nas pessoas, mas porque cresceu assim. E nesse dia tudo passava na cabeça dele. quem prestasse atenção, veria um levíssimo sorriso no canto da boca, era o sorriso de que nada mais abala e que nada mais o abalará. Apesar do dia ter sido como qualquer outro, a sua mente , a sua alma, já não eram mais as mesmas das vezes anteriores, eram outras. Todos seus fantasmas e medos estavam para trás, poderiam agora dar lugar à outros, mas sabia que como os outros, ficarâo para trás também. Agora olhava à frente. Agora ele trama tudo à sua volta, nada lhe escaparia, era a primeira vez que sentia neste estado de espírito, que se sentia tão eufórico. Era primeira vez que se sentia relamente dono de si.

22 de fevereiro de 2009


Olhou a hora, 04h30min da manhã, já tinha perdido as contas de quantas vezes já havia olhado o relógio. Estava observando ela a algum tempo, achava tarde e além disso ainda havia uma outra pessoa com ela. A garota demonstrava que estava tentando se livrar do outro ou ansiava que ele a deixasse em paz, mas o tempo passava e nada.

Havia pouco mais de meia hora que ele estava a observando. Quando ia a lugares como esse, preferia observar. Ele gostava de olhar nos olhos. Fazia isso porque acreditava que eles podem passar mais informações do que podemos imaginar. Caso a outra pessoa retribuísse o olhar, era sinal de que estava aberta a conversas, e na maioria das vezes realmente estão.

Balada não é um bom lugar para conversar, mas às vezes ele abria as exceções e nessa noite ele abriu uma. Ficou observando, até que ela percebeu que estava sendo observada, e retribui o olhar com outro olhar amistoso e também um sorriso. Era o sinal que ele queria. Mas ainda havia a outra pessoa, houve um momento em que pensou ir até lá e cortar a conversa, mas preferiu arriscar e esperar. Nessa espera houve um abraço entre eles e momentaneamente pensou que não seria dessa vez. Mas...

Foi só um abraço, a banda cover de The Cure acabara a apresentação. Eram 05h00, agora ela estava ali na pista em pé, sozinha, então ela olhou para trás, esboçou um sorriso, que só ele viu, pelo menos achava que era só ele que havia visto. Já era tarde e queria ir embora, mas a vontade de ir até lá era muito maior, pensou que mesmo que não rolasse nada naquela noite ele não iria embora sem ao menos saber o nome. Pensou em algo para dizer a ela, em como ia chegar nela, aquela era uma boa hora, não tinha nenhuma banda tocando no palco, então daria para conversar tempo o suficiente, lembrou que não precisava pensar nada, ele saberia exatamente o que dizer. Os amigos o chamaram para ir embora, virou pra eles e disse que antes ele iria pegar o nome e telefone daquela garota , e foi.

Quando se aproximou e virou de frente, ela sorriu, ele tinha certeza que leu o pensamento dela naquele momento, "finalmente veio falar comigo". Então ele sorriu de volta fez o comentário idiota que achou no momento - "Podemos conversar um pouquinho?", a primeira pergunta sempre é tosca, depois de tudo que já havia rolado, a resposta era bem óbvia, claro que ela disse sim. Foi bem direto, falou que estava indo embora, mas não queria ir sem saber o nome e telefone dela, pois queria vê-la da próxima vez que fosse naquele lugar ou em qualquer outro. Ela respondeu as duas coisas educadamente, sempre sorrindo, um sorriso bonito olhando agora de mais perto, sua voz era levemente rouca, uma voz doce, daquelas que podemos ficar horas ouvindo sem enjoar, transparecia uma pessoa muito calma, desencanada e de bem com a vida. A conversa rendeu muito mais do que esperava, os minutos que achou que ficaria ali duraram pouco mais de trinta minutos e soube de muitas outras coisas nesse tempo, diversão, trabalho, estudo, tatuagem, músicas,viagens, shows, paganismo e até futebol, pois é, torcedora de carteirinha do São Paulo, e não foi ele que perguntou, falar de futebol com ela e naquele lugar, em nenhum momento passou na cabeça dele, ela fez questão de falar.

Depois que se despediram na porta da Ocean, isso foi logo depois que a ultima banda tocou que foi a Mister Superstar, cover de Marilyn Manson, do qual confessou não ser muito fã, ainda voltou a encontrar ela e a amiga na estação, no Brás, quando se separam, combinaram mais uma vez de marcar alguma coisa para fazerem juntos. Ele vai ligar, talvez na semana que vem, não no outro dia. Quando contou a conversa para os amigos eles riram, pois queriam saber como que consegui falar tanto, que ela pode até ter cansado, bom, pode até ser, mas ele não perguntava quase nada, ela simplesmente ia falando e ele ouvia tudo com muita atenção, gostava de ouvi-la.

Quando chegou em casa, ficou pensando em tudo que aconteceu nesse final de semana, e concluiu que foi melhor até do que imaginava, estava satisfeito consigo. Na volta para casa, os amigos o atormentaram pois acharam insucesso ter ficado tanto tempo conversando e não ter conseguido nada a mais. Ele não pensava assim, valeu a conversa, e acreditava que o futuro lhe reservava ainda muitas conversas. Aquela foi só a primeira
.

5 de fevereiro de 2009

Mais uma vez na avenida, mas hoje ele estava dando alguns dos passos mais importantes da vida dele, poucos sabiam além dele próprio, talvez um amigo ou outro, por estar sempre comentando perto deles, que queria muito aquilo.

Talvez para alguns é algo bem simples, mas para ele não, nada relacionado às metas que estabeleceu, é simples. E havia atingido uma meta, não tinha se dado conta até aquele momento, estava meio tenso por isso, já havia deixado para trás tudo que tinha se passado dias antes, e agora caminhava, eram 8:40 , estava bem no horário, parou em um sinal que estava fechado para pedestres em frente ao MASP, observou à volta e viu as pessoas indo e vindo, falando ao telefone, parando em alguma banca para ver as primeiras páginas dos jornais, alguns olhavam a hora a cada dez passos, contavam os segundos para o sinal abrir e conseguirem atravessar a rua, sempre preocupadas, consigo próprias, mendingos pedindo esmolas, panfleteiros insistindo em vender um negócio que não é deles, que não sonham em receber nem um milionésimo dos que os contrataram recebem, carros indo e vindo sempre com pressa, circulavam na via como se fosse sangue circulando em nossas veias levando oxigênio, a diferença é que os carros não levam oxigêncio, muito pelo contrário, o contaminam, mas eles levam os negócios e negociantes naquelas vias, ou seja, carregavam o oxigênio daquela avenida e daqueles prédios.


Bom agora de certo modo ele faz parte daquela rotina, iria ver a mesma coisa todos os dias mas apesar da rotina que teria de enfrentar estava feliz e nada iria tirar aquilo dele, queria compartilhar com mais algumas pessoas, se sentia estúpido em alguns momentos, pois se sentia o caipira que saiu do interior pra conhecer a cidade grande. Mas lembrava-se que já conhecia à muito tempo a cidade grande, lembrou que já havia muito tempo que já estava dando esses passos, só estava completando uma etapa, de muitas outras.


Estava a observar o semáfaro, aguardava-o abrir, não percebeu quando a luz ficou verde e fechou novamente, até que um apressado o esbarrou ao correr enquanto o sinal fechava novamente para os pedestres. Nesses curtos segundos se lembrou de quanto custou a aprender mas aprendeu a ser confiante, e achava que o maior mérito de tudo isso, foi não ter perdido a confiança em si mesmo e também por não deixar tirarem isso dele dias atrás, deu a volta por cima mais rápido do que imaginava e era muito grato isso, pois sabe que além da confiança em si, houve a confiança em forças além dele, e isso também conta, qualquer tipo de fé conta, e muito.


O sinal abriu, agora estava à poucos metros, de começar oficialmente uma nova fase, a tensão passou, afinal não há o que temer, pois lembrou que é um dos poucos que pode dizer que está onde queria estar.

31 de janeiro de 2009

E quando terminou de subir as escadas se lembrou daquele dia, a ultima vez que caminhou por aquela avenida. Lembrou-se da maneira como foi arrastado por quase toda aquela avenida logo depois daquele fato, que de certa maneira ainda assombrava seus pensamentos. Lembrou-se da quantidade de pessoas que haviam naquelas ruas e de como havia se sentido tão só como jamais havia se sentido na vida. E nessa hora agradeceu à uma coisa abençoada, o passado, tudo agora passa apenas de lembranças, está tudo no passado. E tinha experiência o suficiente de que o passado nunca volta e nunca se repete, não para ele. Quanto ao fato de estar só, quando foi que não esteve se perguntou ? Por mais que fosse cercado de pessoas desejáveis ou indesejáveis, em essência sempre esteve e estará só consigo.

Continuou andando, estava atrasado para entrevista, mas estava empolgado, pois fora selecionado para uma vaga de estágio em poucos dias desde que saiu por aquela porta. O lugar é desafiador, mas como sempre gostou de desafios, achou perfeito. E logo chegou onde as maiores mentes do país na área da saúde costumam atuar, por alguns é considerado um templo da saúde, mas claro só para aqueles que têm muito dinheiro, isto é, quando o dinheiro consegue fazer algo, quando não as pessoas se vão com a idéia de que foram muito bem tratadas e que repousaram em um hotel cinco estrelas, não em um hospital.

Apesar de tudo o que havia ocorrido, os ultimos dias foram bem intensos, e agora estava se preparando para entrar de pé direito e cabeça erguida por mais uma porta em sua vida. Pois é, como ele costuma falar para os amigos, "O mundo dá voltas", e no dele as voltas são bem rápidas.


20 de janeiro de 2009


Dizem que há momentos da vida que vivemos algum arquétipo ligado à uma carta do Tarot. Bom, se isso for verdade, acredito que está é a minha carta do momento.

Ela não quer dizer exatamente o que sugere, ou melhor, quer dizer sim, mas não como a maioria das pessoas pensam.




É claro o sinal de que muita coisa tem de mudar e vai mudar, pois é o que eu acho e o que eu quero, não há mais nada aqui, é hora de procurar outros caminhos.


Um frase interessante para o mês:


"Não existe flores no caminho para a glória."

15 de janeiro de 2009

Apenas começando!

Não foi direto para casa, resolveu ir para casa da tia, mesmo ela não estando lá mais a muito tempo, ele ainda gostava da companhia dos que estavam lá. Quando isso havia acontecido ano passado, tinha sentido mais o peso. Não que esteja passivo quanto a situação. Ele já sabia, um ano que começa do jeito que começou, já era previsto que coisas iriam começar a ocorrer.

No fundo sabe que o período que está passando é conturbado, mas não se preocupa muito com isso, não que seja excesso de confiança. Apenas pensa que ficar sentado sentindo pena de si mesmo, não vai resolver o problema.

Admitia que não teria futuro naquele lugar, suas idéias e sua maneira de agir e trabalhar são avançadas e ousadas demais para uma empresa provinciana. E teve mais certeza disso quando ouviu os motivos pelos quais estava sendo dispensado. Para o dono, ele não estava contente com a empresa, com o ambiente de trabalho e com o trabalho que realizava. Ele ouviu tudo quieto, ficou pensando como o dono pode achar que todo mundo que irá passar ali irá aceitar sofrer pelos erros dele e de seus subordinados diretos, porque no passado não souberam estabelecer uma linha bem definida entre uma empresa que presta serviços e cliente. Ninguém sensato vai. Mas o outro, precisava de alguma forma se afirmar como patrão, então achou que ele seria a pessoa certa.

Enfim, sentia pesar, não tanto por estar saindo, mas por uma pessoa ou outra que conviveu com ele ali. Mas estas ele poderá ver no futuro, porque pensam como ele. Então do jeito que entrou ele saiu. Com o pé direito e cabeça erguida.

4 de janeiro de 2009

Why won't you come over here We've got a city to love!

Juicebox - The Strokes

Everybody sees me
But it's not that easy
Standing in my life fields
(standing in the light field)
Waiting for some action
(Waiting for some action over)
"Why won't you come over here?"

Why won't you come over here
We've got a city to love!
Why won't you come over here
We've got a city to love!

Old-time grudges will die so slowly
I know you miss the way I saw you.
And cold, you're so cold,
You're so cold, you're so cooold...

Nobody can see me
Everything's too easy
Standing in my life fields
(Standing in the light field)
Waiting for some actress
(Waiting for some actress)
To say "Why won't you come over here?"

Why won't you come over here
We've got a city to love!
Why won't you come over here
We've got a city to love!

Old-time love songs will die so swiftly
You never trust me...
For awhile it was nice
But it's time to say Bye!

Cold, you're so cold,
You're so cold, you're so cooold...
No, no, no,
Cold, you're so cold,
You're so cold, you're so cooold...

Oh no, no, no, no,
Cold, you're so cold,
You're so cold, you're so cooold...

No no, you're so cold.

22 de dezembro de 2008

Noite passada, tive um sonho bem curioso. Fui convocado para adentrar um circulo, do que me lembro estes circulos era feitos de alvenaria e eram bem altos e possuiam grandes portas de madeira. Não me lembro a cor agora deles agora.

Lembro que eu estava localizado dentro do circulo mais externo, também havia algumas pessoas usando túnicas não usavam todos a mesma cor, os que guiavam usavam tunicas brancas as outras pessoas lembro de ter visto usando verde e ou azul, se haviam mais eu não lembro, algumas delas estava adentrando ao circulo intermediário e quando chegou minha vez, o guia disse para me preparar pois eu havia sido o escolhido para ser o próximo a entrar no circulo e então colocou o dedo em minha testa e então despertei exatamente no mesmo segundo em que o relógio começou a despertar para mais um dia.

Bom não sei o que vai acontecer, mas em praticamente todas as vezes que sonho algo desse tipo, cheio de símbolos, algo relaionado aos síbolos acontece, não sei qual circulo realmente irei adentrar, mas sei que algo vai acontecer, o difícil é saber qual significado interpretar.

12 de dezembro de 2008

Meio tempestuoso... além de uma situação complicada na faculadade. Uma das poucas pessoas realmente importantes para mim, mesmo que talvez ela não saiba nem sinta isso, me deu uma noticia chata.
Ana, disse que quer ir embora, não acreditei muito na hora, mas deu para ver que estava falando sério. Convence-la a ficar ? Bom não sei se consigo, os argumentos dela são bem fortes, e infelizmente, não sei até onde ela considera a minha palavra. O que posso fazer por enquanto é esperar, e curtir os momentos ao seu lado.

10 de dezembro de 2008

Incrível como as vezes podemos nos enganar. Entendo que isso é normal em nossas vidas. Tolo aquele que acha que nunca acontecerá consigo. Já criei muita expectativa em torno de pessoas, e em todas elas, essas pessoas me decepcionaram, não sei porque desta vez seria diferente.

Se um dia lhe falarem que a imagem de uma pessoa pode se desfazer em três palavras que ela disser, acreditem. Ainda fico meio estressado com pessoas que acham que o mundo deve girar apenas ao redor do umbigo delas, que pensam que já conhecem todo o tipo de gente que existe no mundo. Ninguém é exclusivo, pena que muitos percebem isso só quando estão para fazer a transição e descobrem que vamos todos para o mesmo lugar, sem absolutamente nada além de nossa alma.


Mas enfim, ser esnobe é um traço de egoísmo. Egoísmo é o pior defeito que o seres humanos podem ter. Me policio constantemente para não fazer isso com as pessoas, porque realmente isso é o pior nas pessoas. Infelismente ocorreu o inesperado ( que não era pra ser tão inesperado ) e a imagem se desfez, o que era um interesse virou desinteresse, indiferença, ao menos, essa pessoa poderá esperar o mínimo que se pode esperar de alguém, a tão escassa educação.

Não querendo julgar, mas é incomodo ouvirmos falar de alguém por pessoas tão queridas e que têm grandes expectativas de uma outra a ponto de nos contagiar junto com elas e quando vamos verificar essas coisas, elas de desfazem e duas palavras. As vezes penso que isso se deve ao fato de ser rigoroso com a verdade nua e crua, de lutar sempre para não carregar uma máscara como a maioria, mesmo havendo um preço para isso, que certas coisas são filtradas quase que automaticamente. Libertade é algo sagrado e ela está dentro do direito natural dela, então não posso fazer nem dizer muita coisa, nem todas as pessoas podem ser como eu. Mas o que mais me deixa indignado é como complicam demais, talvez eu esteja fazendo só uma tempestade em um copo.

20 de novembro de 2008

Falar das pessoas é muito fácil, dificil é ouvi-las. E ouvir não é apenas escutar o que elas têm a nos dizer, é se colocar no lugar delas, perceber a grandeza de cada ser. Um ser não é apenas o intante presente, isolado, é a contrução de vários instantes, é a vivência e a evidência de incontáveis instantes, desde o momento da concepção. até ao intante presente.

17 de novembro de 2008

Ao som do mar.

Se existia um céu para o qual contemplar, aquele era o seu. Se existe um lugar para onde viajar durante os sonhos, àquele era o seu paraíso onírico. No fundo sentia que logo não haveria apenas a escuridão noturna de seu quarto para contemplar. Mas como parte da vida daqueles que abdicam da monotonia do destino, a vida trata de mostrar o que acontece com aqueles que abdicam dessa condição. Hoje era cauteloso, mas não uma cautela qualquer, era uma cautela que beirava ao receio. Receio de que uma vez mais, estivesse sonhando mais do que lhe era permitido. Ansiava por um choque só para confirmar se não estava novamente trancafiado em seu próprio casulo de ilusões.

Avassalador, quando os olhava, sentia que poderia enxergar a própria alma se esforçasse. Não conseguia desviar o olhar. Tão brilhantes e intensos, pareciam ter vida própria. Sentiu um calor morno percorrer-lhe o corpo , sentia perdendo a si mesmo, podia sentir a alma diminuir pouco à pouco, como se estivesse derretendo , sentia não ter mais domínio sobre ela, estava indo de encontro àqueles brilhos por vontade própria, como se não houvesse mais nenhuma luz a qual se unir, somente àquelas. Mas conseguiu ser forte, aquele brilho não lhe tirou a alma, mas tirou-lhe o coração. No fundo não o queria de volta, mas quer outra vez aquela luz.

8 de novembro de 2008

Quantos de nós já experimentaram o terror do desconhecido frente a frente? Sem arranjar rotas de fugas, encarar a realidade frente a frente? Esse terror talvez não se compara àquele que gelava os antigos navegantes quando lançavam-se ao mar, um mar em que tudo o que se conhecia, na melhor das hipóteses era uma lenda que haviam ouvido à muito tempo dos seus antepassados pescadores.

O que procuro nos dias de hoje, é quase uma lenda, não é aterrorizante, mas no mundo em que vivenos, neste mar que é a vida, a possibilidade desta coisa acontecer é tão remota, que quando ela existe, a primeira impressão é de incredulidade. Para alguns isso pode ser só um detalhe, e vejo que muitos tratam isso realmente como um mero detalhe, mas para outros, isso pode ser uma revolução. É, talvez seja a minha revolução, talvez uma tola e boba preocupação.

23 de outubro de 2008

Fragmento

E novamnte esta sensação, é estranha, é como se houvesse um galáxia entalada na garganta, pronta para se explodir em um novo Big-Bang. Tentar se concentrar ou dizer algo é uma tarefa árdua. Talvez seja uma tola preocupação, alguns ririam se soubessem, e eu gostaria muito de sorrir de volta, mas até isso é difícil.

Para a maioria das pessoas a palavra não vale absolutamente nada, não se importam com o que falam, e não também, pelo o que outros falam. Mas para aqueles que tên consciência do que ela é capaz, ficar a mercê delas é algo angustiante. A mente fica meio tempestuosa. E o único querer que se pode ter é sair dessa tempestade, mas quanto mais se tenta, ela mais se fortalece. Os dias é tão monótmos e cinza. Talvez seja exagero, mas é como se tudo ao redor fosse de vidro fosco, o tempo é um instante, mas parece um eterno instante.

3 de outubro de 2008

Ultimos DIas

Editando

24 de junho de 2008

breve diálogo.


Não conseguia prestar atenção em nada naquele dia, contemplava o horizonte cinzento, que se escurecia cada vez mais com o passar das horas, pensou consigo o quanto ainda iria esfriar naquele final de tarde. Apesar do frio, achava que o dia estava bom, mesmo com a melancolia que escondia dentro de si, gostava dos dias frios, muitos não gostam, mas ele gostava, sentia-se mais animado. Quando voltou para a tela do computador tentou se concentrar mais uma vez, mas não conseguiu, fora interrompido:
- O que é esse aparelho ? - antes que soubesse a resposta - É um MP! ( MP4 queria dizer) , legal... é seu ? - perguntou curioso.
- Não, é do meu irmão, trouxe porque precisava ouvir as lições da aula de Inglês.
- Bom, isso é bom, coisa de pessoas cultas - lhe disse então prestando atenção no aparelho - Você é uma pessoa culta, não é ?
Pensou por um instante, então respondeu:
- Sim ! Sim ... creio que sim- ainda meio em dúvia - Acho que de certa forma eu tenho de ser, precisamos ser! - já mais convicto.
- Sim, sim, se não formos, passam por cima de nós.

Ficou um tempo pensando naquele curto diálogo que teve. E concordou, tinha de ser, se não fosse, talvez não teria chegado até ali. Exagero ? pensava. Não, não era. Se não houvesse buscado trabalhar as qualidades que têm, como teria chegado até onde chegou. Um flash passava-lhe na mente. Um breve resumo, de tudo que fez e teve que ceder, teve que trocar, para que até ali chegasse. Flash dos muitos golpes que levou, e que se não fosse por essa busca, teria perecido a muito tempo. Pensava que desta maneira, seria sua única chance de manter um pouco da sua liberdade. Pensava que já poderia ter sido atropelado pelo sistema, como alguns dizem, a muito tempo, e ser só mais um Ser desvivente, com a única função de aumentar o câncer que se instala com o passar dos tempos no mundo.E os bastidores ?! Os bastidores de tudo isso é ... é e será desconhecido em sua quase-certeza, envolvia muitas coisas, coisas das quais ficam guardadas em sua mente, coisas das quais as vezes se tem medo até de pensar, medo de que alguém próximo, de nossa não-confiança, possa estar ouvindo. Um medo infantil na maioria das vezes, uma vez que, cada um é cada um, e a maneira como chegou até ali, no fim (?), importará apenas para ele mesmo, o protagonista.

21 de junho de 2008


É ... o mundo da voltas, certa vez, disse coisas das quais não medi, também, faz tanto tempo, era uma época em que medir palavras era o que eu fazia menos. Não tenho costume de esquecer o que digo, mas dessa vez eu esqueci e as coisas que eu disse voltaram, voltaram de um outro jeito, de um jeito bem poupável, vamos dizer assim.

Se isso é ruim ?! Não, claro que não, mas estou muito surpreso, muitas pessoas não crêm nessas coisas, eu também não acreditava, até que algumas começaram a acontecer. Alguns dizem que se você acredita, então elas existem, que isso depende do ponto de vista, mas deixemos isso pra outro dia. Mas voltando aqui, estava falando das coisas que se voltaram a mim. Bom, não esperava, mas já que estão aqui, não tem outro jeito senão aproveita-las. Não estou me queixando, na verdade, a queixa é que voltou, e está me arrebatando. E talvez esse arrebatamento seja bom, talvez seja ruim, não sei, e quero muito continuar não sabendo, assim espero.

Vão dizer, mas do que esse cara está falando ? È, isso é um problema, acho que metade das coisas que costumo dizer aqui, metade é pouco, vamos pra porcentagem. Acho que 80% porcento das coisas que escrevo aqui, poucos ou ninguém consegue entender. Poisé, eu tento, podem acreditar... Eu tento.

10 de junho de 2008


Se tenho alguma convicção Religiosa ? Não tenho nenhuma, não se pensarmos nisso com o significado que tem hoje, que convenhamos, é bem distorcido. Não fui praticante assíduo de nenhuma religião, já fiz a catequese, fiz a primeira comunhão, mas não mais que isso, já que tudo era obrigado, e ainda não tinha independência . Mas quando a pessoa começa fazer uso das suas capacidades mentais e abstrair as coisas que vêm até nós através, coisas simples, como os livros de história, por exemplo, e a partir dai, começamos a questionar a legitimidade das coisas que são e foram ditas, como se deu a construção dessas idéias, das palavras, da estrutura, de como tudo foi construído, chega um momento que dizemos: Têm alguma coisa errada, acho que está tudo errado !

Essas são afirmações que fazemos ainda jovem. E quando fazemos essas afirmações, não há mais volta. O chamado, como alguns dizem, foi feito, e a jornada só está começando.
Descobri o hermetismo, extremamente influente e mais antigo que as atuais religiões do ocidente. Achei interessantíssimo, tanto pela parte filosófica quanto pela parte científica, sem contar que é um legado deixado pelos egipícios que poucos conhecem. Explicar toda a sua origem aqui é impossível, mas deixo aqui alguns de seus preceitos, que estão contidos dentro do livro chamado O Caibalion, escrito por três estudantes anônimos, de origem e época desconhecidas.


AS SETE LEIS HERMÉTICAS

As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro "O Caibalion" que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Kabbalah, que em hebraico, significa recepção.

1 - A LEI DO MENTALISMO
"O Todo é Mente; o Universo é mental." (O Caibalion)

O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que "pensa" e assim, tudo existe. É o Todo. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência. O Universo e toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que "pensa". Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.


2 - A LEI DA CORRESPONDÊNCIA
"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima" (O Caibalion)

Essa lei nos lembra que vivemos em mais que um mundo. Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e sem tempo. A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta. O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas. Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos. Na menor partícula existe toda a informação do Universo.


3 - A LEI DA VIBRAÇÃO
"Nada está parado, tudo se move, tudo vibra".
No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento. Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo está em movimento. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo.

4 - A LEI DA POLARIDADE
"Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados"(O Caibalion)

A polaridade revela a dualidade, os opostos representam a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, tudo é dual, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza.
O pólo positivo (+) e o negativo (-) da corrente elétrica são uma mera convenção. Energia negativa (-) é tão "boa" ou "má" quanto energia positiva (+). Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.




5 - A LEI DO RITMO
"Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação".



Pode se dizer que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão de energia cinética para potencial e da energia potencial para energia cinética. Os opostos se movem em círculos. É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atingir sua maior força, se torna massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez em um sentido inverso. Tudo está em movimento, a realidade compõe-se de opostos. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque sua complementação. As coisas avançam e recuam, sobem e descem. Mas também giram em círculos e em espirais ascendentes e descendentes.



6 - A LEI DO GÊNERO
"O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação".


Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. Nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros. Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de "ying" e de "yang". Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno. É uma importante aplicação da lei da polaridade. É semelhante ao principio animas - animus de Carl Jung ou seja, que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico. Nenhum ser humano é 100% masculino ou 100% feminino.



7 - A LEI DE CAUSA E EFEITO
"Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei".


Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica. Para todo efeito existe uma causa, e que toda causa é, por sua vez, um efeito de alguma outra causa. Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos. No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como karma.

22 de maio de 2008

Brilho do Mágico


“A receita pela qual se norteia o teatro da bauhaus, é muito simples: que a gente seja tão descomprometido quanto possível; que a gente se aproxime das coisas como se o mundo tivesse acabado de ser criado; que a gente não reflita determinada coisa até a destruição e sim que a gente conserve, livre, permitindo seu desdobramento. Que a gente seja simples, mas não pobre (“a simplicidade é uma grande palavra”), que a gente prefira ser primitivo a ser vaidoso, complicado e inchado; que a gente não seja sentimental, mas que a gente em vez de sê-lo, tenha espírito. Com isto está dito tudo como não está dito nada! Mais: que a gente parta do elementar. E o que quer dizer isto? Que a gente parta do plano, da linha, da superfície simples, e que a gente parta da simples composição de superfícies: a partir do corpo. Que a gente parta das cores simples como são: branco, cinza, vermelho, azul, amarelo e preto. Que a gente parta do material, descubra as diferenças de tecido dos materiais como vidro, metal, madeira, e assim por diante, assimilando-o interiormente. Que a gente parta do espaço, da sua lei e do seu segredo, deixando-se “enfeitiçar” por ele. Com isto, novamente, está dito muito e não é dito nada, até o momento em que estes conceitos tenham sido sentidos e preenchidos. Que a gente parta da situação do corpo, do ser, do estar em pé, do caminhar e somente no fim do saltar e do dançar. Porque o dar um passo representa um importante acontecimento: e nada menos do que isto, levantar uma mão, mexer um dedo. Que a gente tenha tanto respeito quanto consideração diante de cada ação do corpo humano, de vez que no palco se manifesta este mundo especial da vida, do aparecer, esta segunda realidade, na qual tudo está circundado pelo brilho do mágico”.

(Oskar Schlemmer, diário, maio de 1929)

who do you need to know?

The Smiths - The boy with the thorn in his side

The boy with the thorn in his side,
behind the hatred there lies a murderous desire
for love...
How can they look into my eyes and still they don't believe me?
How can they hear me say those words - still they don't believe me?
And if they don't believe me now, will they ever believe me?
And if they don't believe me now, will they ever, they ever, believe me?
Oh ...

The boy with the thorn in his side,
behind the hatred there lies a plundering desire
for love
How can they see the Love in our eyes and still they don't believe us?
And after all this time...
(they don't want to believe us)
And if they don't believe us now, will they ever believe us?
And when you want to live,
how do you start, where do you go,
who do you need to know?
Oh...

conhecimento

Havia escrevido algo muito legal, mas não sei o que aconteceu, acho que por incopetência minha, perdi tudo o que havia colocado aqui, estava legal mesmo. Era sobre minha insatisfação ( novidade ? ) com as muitas pessoas que vivem , se é que posso dizer assim, em profundo sono, como diz um sábio escritor, e que muitas vezes chega a me dar enjoos, então respiro fundo, lembro que também sou humano e tento deixar isso de lado, por mais difícil que seja.

Penso o que posso fazer sobre isso ? Um amigo meu comentou certa vez, que vê na minha testa estampado a máxima "Conhecimento é o que nos difere dos outros animais", concordo. Mas algo tem me preocupado ultimamente. Que fazer com esse conhecimento que acumulo, ás vezes tenho a sensação de que se eu não o passar, não compartilhar com alguém, tudo que fiz terá sido completamente sem sentido, inútil. Conhecimento é poder, mas não passa-lo também é burrice, talvez eu pense assim por ter uma compreensão diferente da vida, da maioria das pessoas, isso soa até arrogante, mas é verdade. Até parece ironico, enquanto uns se preocupam o que fazer da vida até o dia da morte, como se ela fosse algo tão terrível, eu penso o que fazer do meu conhecimento.

Talvez este seja um dos motivos para ainda manter esse blog, talvez ele seja útil nesse sentido, posso escrever livros, etc. Mas será que surtirá o efeito que quero. Aqui vem aquele ditado de que quando queremos algo bem feito, temos de fazer nós mesmos.

Várias coisas têm atormentado minha mente ultimamente, isso que citei não é um tormento, mas é algo a se pensar...

4 de maio de 2008

A ultima pessoa por quem eu tive um grande interesse começou a me ignorar antes mesmo de que eu lhe falasse algo a respeito. Antigamente eu ficava chateado. Confesso que hoje eu ainda fico, mas não tanto quanto antigamente. Afinal de contas, não dá pra esperar muita coisa de seres humanos, são egoístas por natureza, e ego, é uma coisa difícil de se trabalhar. Encontrar aguém que se importe com seu sentimento ou que ao menos respeita seu sentimento é muito raro.
Eu não esquento mais a cabeça com isso, sei que nem todas as pessoas são assim. Se me perguntar, como eu posso saber disso, eu respondo que eu não sou assim, e também tenho amigos que não são assim, ou seja, somos peças raríssimas na face da terra, considere-se com sorte se conheces a mim ou algum amigo meu.

1 de maio de 2008

And we could dance.

Transmission - Joy Division

Radio, live transmission.
Radio, live transmission.

Listen to the silence, let it ring on.
Eyes, dark grey lenses frightened of the sun.
We would have a fine time living in the night,
Left to blind destruction,
Waiting for our sight.
And we would go on as though nothing was wrong.
And hide from these days we remained all alone.
Staying in the same place, just staying out the time.
Touching from a distance,
Further all the time.

Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.

Well I could call out when the going gets tough.
The things that we've learnt are no longer enough.
No language, just sound, that's all we need know, to synchronise
love to the beat of the show.

And we could dance.

Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.