18 de maio de 2009

Graal

Hoje estou sem cabeça para escrever, na verdade não é de hoje, faz alguns dias. Toda a minha criatividade para escrever e expor idéias exauriram-se ontém, no final senti que todas as palavras ditas, foram simplesmente atiradas ao vento, sem direção alguma. Esperando às vezes que alguma alma se compadeça da minha causa.

Sempre que acho que as coisas vão se encaminhar, que as coisas vão começar a andar tudo bem, acontece algo pra dizer tudo ao contrário.

Tempos atrás, eu tinha virado as costas para isso, não havia falado para ninguém, apenas para minha prórpria pessoa, mas então aconteceu ela na minha vida, e me fez voltar a olhar para isto novamente a partir de um ponto de vista diferente. Mas novamente minhas expectativas frustaram-se no ego, outra vez.

A cada dia que passa, sei menos se irei aguentar passar por situações assim novamente. O desgaste é muito grande, e parece que a cada frustração, a vontede de tentar outra vez vai diminuindo. Um monte de devaneios começam a tomar conta da minha cabeça quando tento procurar por uma resposta para tal, e ao invés de se tornar claro, tudo fica muito mais nebuloso.

Certa vez prometi que não falaria sobre esse tema, por não conhece-lo, me considero não mais conhecedor quanto um recém nascido. Tenho de admitir que o máximo que conheço é que se usa 4 letras para formar a palavra.

A cada dia que passa a busca por isto torna-se cada vez mais parecida com a eterna busca pelo Santo Graal. A cada dia torna-se uma lenda cada vez mais difícil de ser buscada.

6 de maio de 2009

Esse final de semana foi interessante, além de não ter dormido em casa nenhum dia, ele foi interessante por eu te-lo passado praticamente todos os momentos na companhia de pessoas que valem a pena esta junto delas. Na sexta tivemos o festival de Samhain, o ano novo pagão, tempo para deixar que levem todas aquelas coisas que não nos servem mais, que não terá propósito algum. Também é tempo de honrar nossos ancestrais, pois nessa data o véu que separa os dois mundos está mais fino. Enfim deixar o velho e começar o novo.

No sábado tivemos a virada cultural, fui só e encontrei meus amigos, por lá. Mas não fiquei muito tempo com eles fisicamente, pois logo fui me encontrar com a minha pequena. E logo depois encontramos alguns amigos dela, depois disso andamos e andamos, todo lugar que iamos estava cheio, muito cheio, ao menos nessa noite conheci todo o centro de São Paulo, muito bonito diga-se de passagem, após os amigos dela terem ido embora, fomos para a praça da república passar o restante da noite, e ali ficamos até o amanhecer, passando frio bem juntinhos. Depois que amanheceu fomos para perto palco, assistimos aos shows do Vanguart(indie caipira), gostei um pouco e o CPM22 que era o show que ela queria ver e que eu vi também. Depois desses shows ficamos conversando até a hora dela ir, confesso que essa foi a pior parte.

Nessa noite, acreditem, os meu amigos falaram que iriam perguntar isso e aquilo para ela a respeito da nossa "relação" e acabou que não perguntaram nada, mas por parte dos amigos dela rolou, diziam que eramos um casal "bonitinho", que pareciamos um para o outro, mal sabem a situação que estavamos dias atrás, perguntavam quando iriamos casar, tinha uma delas que achava absurdo nosso nível de intimidade um com o outro devido as nossas "opções". Mas o que mais me chamava a atenção é que em todas essas insinuações, ela não desconversou, ela não negou nem quis dizer o contrário em nenhuma vez, ta certo que alguns podem pensar que isso é cisma da minha cabeça, talvez eu até possa estar exagerando nesta minha observação, mas é que das vezes anteriores ela sempre tratava de dizer o contrário, que não era nada disso e etc. Dessa vez isso não ocorreu, e essas insinuações durante a noite foram constantes.

La pelo meio dia enquanto esperávamos o ônibus dela, ela me disse umas coisas que me deixaram muito feliz, como se a conversa que tivemos dias atrás nem tivesse acontecido. Lembramos do dia em que nos conhecemos e de como o destino, coisa que nem ela e nem eu acreditamos muito, influenciou no nosso encontro, pois nos conhecemos exatamente no ultimo dia que tinhamos para nos conhecer, ela que não estava em São Paulo, contou que onde ela estava, na Bahia, foi a maior pressão para que voltasse para São Paulo e fosse fazer a matrícula, que teve até festa, para comemorar a aprovação dela para a bolsa do governo. E brinquei com ela sobre essa nossa irresponsabilidade por deixar as coisas todas para a ultima hora e de como graças a ela, acabou ajudando nos encontrar. Rimos muito disso. Não vou dizer aqui hoje como foi que nos conhecemos, é assunto para um outro dia, mas também foi cômico. Logo o ônibus dela veio e não consegui esclarecer mais a conversa que estavamos tendo, se era verdade tudo aquilo disse nesse dia, estava tudo tão bom que esqueci. Foi uma noite maravilhosa, ela achou uma pena não termos curtido muito um junto do outro, já que os amigos dela estavam lá e que quando eles foram embora, já estavamos cansados, mas não tem problema, eu respondi ela que uma das coisas mais interessantes entre ela e eu é que sabemos curtir um ao outro independente do que aconteça, ela concordou. E foi partir desse comentário que um outro diálogo interessante começou.

Nesse dia, ela ainda disse que eu preciso ter paciência, que "coisas" ainda iriam acontecer, eu respondi que paciência é coisa que não falta em mim. Mas no fundo mais do que paciência, eu preciso ter é certeza, e não é da minha parte.

2 de maio de 2009

Existe diversas maneiras de se quebrar paradigmas na sociedade, triste achar que só existe uma ou duas maneiras, pior ainda é tentar fazer isso sem quebrar os próprios paradigmas.