5 de março de 2009

Era manhã, o celular tocava e como todas às manhãs não era ninguém chamando, era o despertador, levantou rapidamente para desligar o celular e aquele barulho ensurdecedor, antes que acordasse mais alguém.

Estava meio zonzo, pois estava sonhando, tentou se lembrar do sonho mas não conseguiu. Ficou um temnpo olhando o teto e se lembrou do dia. Este dia para muitos é um dia especial, para ele tudo indicava que seria um dia como qualquer outro, em casa, no trabalho e na faculdade. No fundo queria fazer dele especial, mas não sabia como, não veria os amigos, não veria sua Ela, queria muito vê-la, mas não iria, chegaria tarde em casa como sempre, então quando chegasse em casa naquele dia, seus familiares já estariam dormindo. Imaginava quantos além de seus familiares se lembrariam desse dia, achou estranho pois nunca havia pensado nesse tipo de coisa. Não importa muito, nunca tinha se prendido a isso, na seria a essa altura da vida que iria se prender. Quantas pessoas iriam lhe parabenizá-lo não interessava, pois ele sabe quem é quem das pessoas que são próximas a ele, sabia da importância de cada uma delas, independente de se lembrarem de uma data ou não.

Enfim, tudo ocorreu conforme esperado, pelo menos exteriomente. Interiormente uma tormenta passou por sua mente, havia tantas mudanças a serem feitas e nesse dia, matutou uma à uma. Sempre foi uma pessoa muito pensativa, sempre guardou em si o mais íntimo pensamento, dificilmente sabia o que se passava na cabeça dele. Não por falta de confiança nas pessoas, mas porque cresceu assim. E nesse dia tudo passava na cabeça dele. quem prestasse atenção, veria um levíssimo sorriso no canto da boca, era o sorriso de que nada mais abala e que nada mais o abalará. Apesar do dia ter sido como qualquer outro, a sua mente , a sua alma, já não eram mais as mesmas das vezes anteriores, eram outras. Todos seus fantasmas e medos estavam para trás, poderiam agora dar lugar à outros, mas sabia que como os outros, ficarâo para trás também. Agora olhava à frente. Agora ele trama tudo à sua volta, nada lhe escaparia, era a primeira vez que sentia neste estado de espírito, que se sentia tão eufórico. Era primeira vez que se sentia relamente dono de si.