Falar das pessoas é muito fácil, dificil é ouvi-las. E ouvir não é apenas escutar o que elas têm a nos dizer, é se colocar no lugar delas, perceber a grandeza de cada ser. Um ser não é apenas o intante presente, isolado, é a contrução de vários instantes, é a vivência e a evidência de incontáveis instantes, desde o momento da concepção. até ao intante presente.
20 de novembro de 2008
17 de novembro de 2008
Ao som do mar.
Se existia um céu para o qual contemplar, aquele era o seu. Se existe um lugar para onde viajar durante os sonhos, àquele era o seu paraíso onírico. No fundo sentia que logo não haveria apenas a escuridão noturna de seu quarto para contemplar. Mas como parte da vida daqueles que abdicam da monotonia do destino, a vida trata de mostrar o que acontece com aqueles que abdicam dessa condição. Hoje era cauteloso, mas não uma cautela qualquer, era uma cautela que beirava ao receio. Receio de que uma vez mais, estivesse sonhando mais do que lhe era permitido. Ansiava por um choque só para confirmar se não estava novamente trancafiado em seu próprio casulo de ilusões.
Avassalador, quando os olhava, sentia que poderia enxergar a própria alma se esforçasse. Não conseguia desviar o olhar. Tão brilhantes e intensos, pareciam ter vida própria. Sentiu um calor morno percorrer-lhe o corpo , sentia perdendo a si mesmo, podia sentir a alma diminuir pouco à pouco, como se estivesse derretendo , sentia não ter mais domínio sobre ela, estava indo de encontro àqueles brilhos por vontade própria, como se não houvesse mais nenhuma luz a qual se unir, somente àquelas. Mas conseguiu ser forte, aquele brilho não lhe tirou a alma, mas tirou-lhe o coração. No fundo não o queria de volta, mas quer outra vez aquela luz.
Avassalador, quando os olhava, sentia que poderia enxergar a própria alma se esforçasse. Não conseguia desviar o olhar. Tão brilhantes e intensos, pareciam ter vida própria. Sentiu um calor morno percorrer-lhe o corpo , sentia perdendo a si mesmo, podia sentir a alma diminuir pouco à pouco, como se estivesse derretendo , sentia não ter mais domínio sobre ela, estava indo de encontro àqueles brilhos por vontade própria, como se não houvesse mais nenhuma luz a qual se unir, somente àquelas. Mas conseguiu ser forte, aquele brilho não lhe tirou a alma, mas tirou-lhe o coração. No fundo não o queria de volta, mas quer outra vez aquela luz.
8 de novembro de 2008
Quantos de nós já experimentaram o terror do desconhecido frente a frente? Sem arranjar rotas de fugas, encarar a realidade frente a frente? Esse terror talvez não se compara àquele que gelava os antigos navegantes quando lançavam-se ao mar, um mar em que tudo o que se conhecia, na melhor das hipóteses era uma lenda que haviam ouvido à muito tempo dos seus antepassados pescadores.
O que procuro nos dias de hoje, é quase uma lenda, não é aterrorizante, mas no mundo em que vivenos, neste mar que é a vida, a possibilidade desta coisa acontecer é tão remota, que quando ela existe, a primeira impressão é de incredulidade. Para alguns isso pode ser só um detalhe, e vejo que muitos tratam isso realmente como um mero detalhe, mas para outros, isso pode ser uma revolução. É, talvez seja a minha revolução, talvez uma tola e boba preocupação.
O que procuro nos dias de hoje, é quase uma lenda, não é aterrorizante, mas no mundo em que vivenos, neste mar que é a vida, a possibilidade desta coisa acontecer é tão remota, que quando ela existe, a primeira impressão é de incredulidade. Para alguns isso pode ser só um detalhe, e vejo que muitos tratam isso realmente como um mero detalhe, mas para outros, isso pode ser uma revolução. É, talvez seja a minha revolução, talvez uma tola e boba preocupação.
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