22 de agosto de 2006

crepusculo



Cá estou novamente, observando o Sol ao fundo, a brisa morna da tarde que bate em meu rosto da lugar a brisa fria, da noite. Meus pensamentos vagam hora junto de mim, hora distante, junto a brisa em direção ao grande brilho perene.


As primeiras estrelas ja brilham no céu. As vezes ao observar o céu sinto um arrepio subir as espinhas. Nunca consegui saber o por que dessa sensação. Talvez seja a grandeza de tudo isso. Não me sinto insignificante ao observar isso como muitos se sentem . O que vejo é a idéia das possibilidades, toda essa imensidão, só me faz querer mais e mais. Isso só me faz ter uma pequena idéia do quanto ainda há por conhecer. E depois que a estrela mor se pôe. Meus pensamentos se perdem então em direção ao céu. Um momento de tranquilidade me preenche.

Este momento parece poético, mas num instante lembro que a vida não é tão poética assim , que ela não é lida, é escrita. Não sou poeta, poetas nascem quando morrem então se tornam eternos e vivem seu dias eternos encarcerados em papel e empoeirados em prateleiras que ninguém se lembra, sendo devorados dia após dia pela traça e pelo cupim , poucos são os que se lembram deles . Mas a pesar de tudo, talvez eu esteja fadado a este mesmo fim, caso eu fique aqui apenas observando as estrelas ao invés de ir pessoalmente até elas.