22 de maio de 2008

Brilho do Mágico


“A receita pela qual se norteia o teatro da bauhaus, é muito simples: que a gente seja tão descomprometido quanto possível; que a gente se aproxime das coisas como se o mundo tivesse acabado de ser criado; que a gente não reflita determinada coisa até a destruição e sim que a gente conserve, livre, permitindo seu desdobramento. Que a gente seja simples, mas não pobre (“a simplicidade é uma grande palavra”), que a gente prefira ser primitivo a ser vaidoso, complicado e inchado; que a gente não seja sentimental, mas que a gente em vez de sê-lo, tenha espírito. Com isto está dito tudo como não está dito nada! Mais: que a gente parta do elementar. E o que quer dizer isto? Que a gente parta do plano, da linha, da superfície simples, e que a gente parta da simples composição de superfícies: a partir do corpo. Que a gente parta das cores simples como são: branco, cinza, vermelho, azul, amarelo e preto. Que a gente parta do material, descubra as diferenças de tecido dos materiais como vidro, metal, madeira, e assim por diante, assimilando-o interiormente. Que a gente parta do espaço, da sua lei e do seu segredo, deixando-se “enfeitiçar” por ele. Com isto, novamente, está dito muito e não é dito nada, até o momento em que estes conceitos tenham sido sentidos e preenchidos. Que a gente parta da situação do corpo, do ser, do estar em pé, do caminhar e somente no fim do saltar e do dançar. Porque o dar um passo representa um importante acontecimento: e nada menos do que isto, levantar uma mão, mexer um dedo. Que a gente tenha tanto respeito quanto consideração diante de cada ação do corpo humano, de vez que no palco se manifesta este mundo especial da vida, do aparecer, esta segunda realidade, na qual tudo está circundado pelo brilho do mágico”.

(Oskar Schlemmer, diário, maio de 1929)

who do you need to know?

The Smiths - The boy with the thorn in his side

The boy with the thorn in his side,
behind the hatred there lies a murderous desire
for love...
How can they look into my eyes and still they don't believe me?
How can they hear me say those words - still they don't believe me?
And if they don't believe me now, will they ever believe me?
And if they don't believe me now, will they ever, they ever, believe me?
Oh ...

The boy with the thorn in his side,
behind the hatred there lies a plundering desire
for love
How can they see the Love in our eyes and still they don't believe us?
And after all this time...
(they don't want to believe us)
And if they don't believe us now, will they ever believe us?
And when you want to live,
how do you start, where do you go,
who do you need to know?
Oh...

conhecimento

Havia escrevido algo muito legal, mas não sei o que aconteceu, acho que por incopetência minha, perdi tudo o que havia colocado aqui, estava legal mesmo. Era sobre minha insatisfação ( novidade ? ) com as muitas pessoas que vivem , se é que posso dizer assim, em profundo sono, como diz um sábio escritor, e que muitas vezes chega a me dar enjoos, então respiro fundo, lembro que também sou humano e tento deixar isso de lado, por mais difícil que seja.

Penso o que posso fazer sobre isso ? Um amigo meu comentou certa vez, que vê na minha testa estampado a máxima "Conhecimento é o que nos difere dos outros animais", concordo. Mas algo tem me preocupado ultimamente. Que fazer com esse conhecimento que acumulo, ás vezes tenho a sensação de que se eu não o passar, não compartilhar com alguém, tudo que fiz terá sido completamente sem sentido, inútil. Conhecimento é poder, mas não passa-lo também é burrice, talvez eu pense assim por ter uma compreensão diferente da vida, da maioria das pessoas, isso soa até arrogante, mas é verdade. Até parece ironico, enquanto uns se preocupam o que fazer da vida até o dia da morte, como se ela fosse algo tão terrível, eu penso o que fazer do meu conhecimento.

Talvez este seja um dos motivos para ainda manter esse blog, talvez ele seja útil nesse sentido, posso escrever livros, etc. Mas será que surtirá o efeito que quero. Aqui vem aquele ditado de que quando queremos algo bem feito, temos de fazer nós mesmos.

Várias coisas têm atormentado minha mente ultimamente, isso que citei não é um tormento, mas é algo a se pensar...

4 de maio de 2008

A ultima pessoa por quem eu tive um grande interesse começou a me ignorar antes mesmo de que eu lhe falasse algo a respeito. Antigamente eu ficava chateado. Confesso que hoje eu ainda fico, mas não tanto quanto antigamente. Afinal de contas, não dá pra esperar muita coisa de seres humanos, são egoístas por natureza, e ego, é uma coisa difícil de se trabalhar. Encontrar aguém que se importe com seu sentimento ou que ao menos respeita seu sentimento é muito raro.
Eu não esquento mais a cabeça com isso, sei que nem todas as pessoas são assim. Se me perguntar, como eu posso saber disso, eu respondo que eu não sou assim, e também tenho amigos que não são assim, ou seja, somos peças raríssimas na face da terra, considere-se com sorte se conheces a mim ou algum amigo meu.

1 de maio de 2008

And we could dance.

Transmission - Joy Division

Radio, live transmission.
Radio, live transmission.

Listen to the silence, let it ring on.
Eyes, dark grey lenses frightened of the sun.
We would have a fine time living in the night,
Left to blind destruction,
Waiting for our sight.
And we would go on as though nothing was wrong.
And hide from these days we remained all alone.
Staying in the same place, just staying out the time.
Touching from a distance,
Further all the time.

Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.

Well I could call out when the going gets tough.
The things that we've learnt are no longer enough.
No language, just sound, that's all we need know, to synchronise
love to the beat of the show.

And we could dance.

Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.