Havia cinco minutos que tinha desligado o telefone, mas aquelas palavras... aquelas palavras ainda insistiam em sua mente feito um mantra, sendo repetido continuadamente...
"Dentre todas as estrelas do firmamento, existe uma que o brilho pode a todas ofuscar.
Fecho os olhos e ela esta lá, seu brilho é forte, intenso e cheio de personalidade.
Uma estrela. A minha estrela...
A estrela maior no céu dos meus sonhos mais vívidos
A minha Urânia, A estrela do meu coração.
Você pode ser mais que uma estrela no céu de alguém,
Pode tornar-se todo um infinito universo.
Um universo no qual estou disposto a explorar,
Um Universo do qual estou disposto a viver..."
Nos minutos anteriores, seu próprio universo era tempestuoso, esperava conseguir sorrir naquele dia que havia se tornado cinzento. Mas viu seu infinito universo, tornar-se em um sonho distante, talvez em eterno sonho. E agora se encontrava esparramado na cama, olhando o teto, tentando de algum modo assimilar o que estava ocorrendo, sua catatonia era profunda, não tinha forças para deixar escorrer a água purificadora das almas inquietas, as lágrimas, não queriam sair. A tempestade estava apenas começando, e se existe alguma calmaria após, desta vez ela demoraria a chegar.
Antes mesmo do meio-dia, suas esperanças por um pôr do Sol do fim de um dia sem decepções, havia se esvaido completamente. Mas não podia esperar por isso, não crescera assim, havia esquecido que seu Deus, não era um deus de fábula encarcerado em um papel, levando a vida como a de um conto, dançando e brincando la no céu. O mundo não havia acabado, mas neste dia, o "mundo" acabou com ele, ficaria ali deitado por um tempo, tentando entender porque não era como a Fênix.
Que os deuses então possam juntar tuas cinzas.

